domingo, 3 de abril de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Poderiamos casar. Teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegariamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Nem toda garota
Nem toda garota passa 24 horas por dia chorando ou sorrindo. Não são todas que gostam de caras fortes, malhados, brutos e também não são todas que gostam dos fofinhos, românticos e colírios. Algumas preferem falar mais e ouvir menos. Outras só observam. A minoria ou talvez a maioria prefira assistir filme em casa do que ir à um cinema, ou vice-versa; garotas nem sempre falam por falar… Ou melhor, garotas nunca falam por falar. O sorriso esconde tantas formas de irônizar, amar, cuidar, querer, invejar… Eu normalmente sorrio quando vejo tudo o que alguém tem nos braços e que deveria ser meu. É um sorriso que conspira uma saudade. Mas nem todas as garotas são assim. Algumas não se abalam, só levantam a cabeça. Outras caem em meio a solidão. Mas toda garota supera, toda garota chora, toda garota brinca, toda garota quer, toda garota ama.
Eu sei disso e você também!!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz perenizada
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz perenizada
Martha Medeiros
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Solidão
Solidão...
não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!
Solidão...
não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos
que não podem mais voltar...
Isto é saudade!
Solidão...
não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!
Solidão...
não é o claustro involuntário
que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão...
não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!
Solidão...
não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos
que não podem mais voltar...
Isto é saudade!
Solidão...
não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!
Solidão...
não é o claustro involuntário
que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão...
não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa alma.
Chico Buarque
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Assinar:
Comentários (Atom)





